sábado, 27 de abril de 2013

Santa Clara de Louredo

Embora desconheça muitas coisas sobre o historial desta pequena localidade, merece esta postagem no meu blogue, por ser uma aldeia que conheço perfeitamente, as suas ruas e as suas gentes.
A sua área geográfica é na ordem dos 72 Km2 situada no meio de uma enorme planicie, mesmo ali ás portas de Beja
A sua principal atividade económica é o Comércio, Agricultura e Fabrico de Queijo de Ovelha e Cabra
Esta pequena freguesia do concelho de Beja possui um Centro Cultural e Desportivo,
com diversas modaliddes entre elas como não podia deixar de ser o futebol com a sua equipa, Louredense Futebol Clube
( a Transportadora Rodoviária num dos momentos de descer e recolher utentes para se deslocarem á cidade e do lado esquerdo da foto lá está o restaurante Caturra)

Os Serviços de proximidade encontram se em Beja ali a dois passos, hipermercados, hospital transportes rodoviários e ferroviários e tudo o mais que um comum cidadão nescessita no seu dia a dia
Daqui a Beja os Louredenses têm o previlégio da vinda de um autocarro da Rodoviária para os transportar

Capela ou Igreja de Santa Clara
 Construída no início do século XVI, terá sido alvo de uma campanha de obras em 1733 (conforme inscrição no cruzeiro em frente da igreja), que reformulou a capela-mor, e muito possivelmente a galilé e a fachada, pois estas últimas apresentam elementos de gosto barroco.
Edificada no extremo nascente da aldeia, a igreja destaca-se pela frontaria alva, um pouco desproporcionada, com alpendre de dois arcos e frontão com volutas enroladas.


A razão maior que me levou a fazer esta postagem, foi o fato de há uma dezena ou duas de anos, numa das minhas viajens entre Faro e Castelo Branco, ter trazido os meus pais para passarem uns dias comigo aqui no Algarve, e ao passar Beja lembrámo nos que eram horas de almoço.
                                                               (imagem igogo)
Vai daí volto á esquerda para Santa Clara de Louredo que fica mesmo á beira do IP2 e entramos num típico restaurante de nome o CATURRA que hoje e segundo me informaram, continua no mesmo local embora com outra gerencia. Mais abaixo existe um outro que creio chamar se o Monte do Meio
Escolhi para o meu pai um prato que eu gostava muito e que pensei que fosse também do agrado dele !!!! Lulas recheadas, Vai daí e ao começar a comer ele começou a fazer caretas ao ponto de termos encomendado para ele um outro cardápio.
Enquanto viveu, o meu pai cada vez que passávamos ali ao lado lembrava se sempre Olha ali é o Caturra
Estive há 2 ou 3 dias de passagem por esta bela aldeia e registei as fotos que partilho aqui convosco


segunda-feira, 22 de abril de 2013

De Fundão a Penamacor



Hoje vou partilhar com os meus amigos visitantes e leitores uma pequena viajem que fiz dezenas de vezes, e aproveitando algumas imagens de pesquisa Google, hoje vou reviver.
saímos do Fundão em direção ao Escarigo que é conhecido como a aldeia mais a norte de um conjunto de três (Escarigo, Quintãs e Salgueiro). Este conjunto de aldeias é conhecido como "Três Povos". é também a aldeia mais a norte do concelho do fundão fazendo fronteira com os concelhos vizinhos de Belmonte, Penamacor e Sabugal
Fazia um percurso a partir daqui pelas Quintas do Anascer e ia até á Benquerença  uma freguesia já do concelho de Penamacor, onde há varios anos atrás eu ia muitas vezes em viagens de trabalho, por ter tido a profissão de caixeiro viajante
Benquerença foi sempre uma aldeia que me ficou na memória não só pelos amigos que fiz como tambem pelo seu vasto património e carateristicas do terreno
A sua Igreja Matriz fica no largo principal da aldeia e como se pode ver na foto a tradição natalicia do madeiro ainda está bem viva na forma de festejar o natal pela juventude desta localidade

 A capela de Nossa Senhora da Quebrada um pouco distante da aldeia é como que a padroeira da terra realizando aqui a maior festa anual
Cruzeiro de Benquerença -  data de (1843) que, segundo lenda, em tempos idos, todas as freguesias que ficassem a menos de duas léguas da sede de concelho, no dia do Corpo de Deus, eram obrigadas a fazerem-se representar na procissão que ali se realizava. Como o caminho era difícil e penoso, um ano a Benquerença faltou e foi processada. O tribunal mandou medir a distância e como a freguesia ainda não chegava onde hoje chega, foi absolvida porque as duas léguas foram marcadas fora do perímetro da freguesia. Esta, em sinal de alegria e por se ver desobrigada daquele compromisso, construiu no local limite das duas léguas um cruzeiro, assinalando-o.

Capela de Santa Marta - localizada no cume da serra com o mesmo nome. É uma pequena ermida (mais parece um nicho), que segundo a lenda, foi construída pelo povo por ali ter aparecido uma pequena imagem de Nossa Senhora

depois podemos ainda visitar

Moinhos de água
Monumento em honra de Nossa Senhora dos Caminhos
Bebedouros em granito  para os animais beberem água
Chafarizes em granito
Fontes de mergulho
E existe ainda o velho forno comunitário nas Quintas do Anascer

Fomos ainda visitar a barragem da Meimoa que eu vi  construir e para onde forneci muitos materiais de isolamentos  para a sua construção.
mas ao passar na aldeia da Meimoa podemos visitar varios locais como

Casa do Comendador  ou Casa do Governador
Ponte da Ribeira de Meimoa ou Ponte de Meimoa
Museu Doutor Mario Bento
Praia Fluvial


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ribeira de Eiras

Ribeira de Eiras é mais uma das pequenas aldeias perdidas nas montanhas.
Recordo me quando era ainda garoto, ter partido de Bogas de Baixo a pé com um primo que tinha o irmão a servir numa casa que nesse tempo se chamava casa abastada Se a memória não me engana seria a casa Morgado.
Ora bem, subimos todo aquele cabeço do Zibreiro, passando pela Ladeira e Fernão Coelha. Depois sempre no cimo  do monte que pertence á serra da Gardunha seguimos até á Panegral, e ali pelas bandas da Maunça viramos á direita e descemos até  Ribeira de Eiras.

Ainda não existiam essas grandes caravelas a produzir energia que hoje existem

Ficámos lá essa  noite, dormimos no meio da palha que eram as camas mais vulgares daquele tempo, e no dia seguinte o dono ou dona da casa deu nos autorização de colhermos algumas laranjas das laranjeiras que tinham ali perto de casa. Foi o que fizemos, enchemos dois sacos que pusemos ás costas e lá fomos nós repetir o percurso desta vez ao contrario.
S. Vicente da Beira
Hoje  Ribeira de Eiras embora continuando a estar perdida nas encostas da Gardunha é já uma localidade mais moderna, derivado ás suas gentes terem procurado em terras da estranja trabalho e melhores remunerações com que fizeram as suas casas, aliás á semelhança do que aconteceu em milhares de aldeias do nosso País
                                                       
Para se chegar á Ribeira de Eiras hoje é muito fácil sempre por estrada com ótimo asfalto
Partindo de São Vicente da Beira o viajante pode ainda antes de chegar a Casal da Fraga, reparar nas antiguidades da terra.
                                                                               Ribeira em Casal da Fraga
Depois de Casal da Fraga seguindo pela N352 encontrará  mais á frente a Estrada Municipal 525 e vai direitinho aos Pereiros
Dos Pereiros  seguindo pela mesma estrada chegará em pouco tempo a uma outra aldeia esta um pouco maior que é a  PARTIDA
PARTIDA - LADO POENTE
Aqui virando pela Rua dos Alamos no final da povoação pode seguir uma estrada asfaltada e verá uma pequena aldeia pitoresca que Vale Figueira,
Volta atrás e retoma a mesma estrada 525 e vai em direção do Violeiro, que se encontra num cruzamento que poderá levar o Viajante  até Almaceda  e daqui a Castelo Branco
Mas o nosso destino é Ribeira de Eiras, pelo que viramos á direita e seguimos até Rochas de Cima  e daqui até ao nosso destino
Para Noroeste.
Hoje  Ribeira de Eiras muito por causa do grande parque eólico da Gardunha, tem já acesso ao alto da serra onde se pode apreciar estas grandes caravelas a produzir energia á força do vento, e depois descer até á aldeia do Açor  e daqui até ao Fundão.
E ficámos assim a conhecer uma região montanhosa da nossa Beira Baixa que possui grandes recursos paisagisticos, culturais e carregados de tradições

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Miradouro da serra do Moradal


Quem circula pela N238 desde o Alto da Foz do Giraldo na direção de Oleiros. deve parar ali perto da saida para Vilar Barroco e desde o Miradouro, apreciar toda aquela extenção de floresta e lindas paisagens com as suas aldeias dispersas.
Na N238 viramos á direita pela Municipal 526 e em menos de nada entramos na aldeia de Vilar Barroco. o Vilarinho fica nos ali mesmo ao lado mas numa outra estrada  que nos levaria diretamente ao Orvalho.

Descendo um pouco mais estamos em Malhadancha e seguindo a sua ribeira que vai desaguar ao rio Zezere mesmo em frente á povoação de Cambas, poderemos regalar a vista com algumas belissimas paisagens mau grado termos sido assolados por grandes incendios que nos destruiram as mais belas paisagens do mundo


 Mesmo assim valerá sempre a pena viajar e conhecer estes locais escondidos na zona do pinhal e concelho de Oleiros
A seguir á Malhadancha vamos de certeza depararmos nos com a povoação de Póvoa de Cambas
Existiram aqui na zona nas margens da Ribeira de Cambas as Minhas do Borralhal, onde eu em crianaça me deslocava muitas vezes e onde chegava a permanecer por periodos de tempo que variavam entre um e oito dias, já que o meu pai era nessa altura um dos trabalhadores na Lavaria da Mina

E pronto, daqui seguimos para Cambas e tomando a estrada N 112 que nos leva a outros mundos. Castelo Branco, ou chegando ao Orvalho podemos tomar a direção de Fundão, sempre com a oportunidade de descobrir coisas novas

(as fotos são do google)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Nossa Senhora do Almortão

Neste fim de semana 13, 14 e 15 de Abril realizam se duas das maiores romarias do distrito de Castelo Branco, sendo que Nossa Senhora de Mércoles realiza se em Castelo Branco enquanto nossa Senhora do Almortão se  realiza em Idanha a Nova

A Ermida de Nossa Senhora do Almortão situa-se nos campos de Idanha-a-Nova, tem um estilo simples e harmonioso. Em 1229 D. Sancho II, no foral dado a Idanha-a-Velha mencionava a Santcam Mariam Almortam, quando demarcava os limites da Egitania. 
A capela-mór e o altar são revestidos de azulejos do sec. XVIII. O alpendre é formado por três arcos de granito. Esta capela foi construída porque, como diz a lenda, um dia de madrugada uns pastores atravessavam o campo pelo sítio "Agua Murta" e notaram que havia algo de estranho por traz das murteiras grandes. 

Aproximaram-se e viram uma linda imagem da Virgem. Ficaram parados de joelhos a rezar, mas depois resolveram levar a imagem para a Igreja de Monsanto. Mas ela desapareceu e foi encontrada outra vez no mesmo lugar da aparição no murtão. Respeitando a vontade da Senhora, os habitantes da vila construíram a capela



A procissão em honra de Nossa Senhora do Almortão atrai todos os anos milhares de visitantes a Idanha-a-Nova. Depois da missa, os mordomos transportam o andor com a imagem da santa ao som de adufes e cantigas tradicionais

Após as cerimónias segue-se o almoço, convívio entre famílias e amigos. Então o povo canta as várias quadras á Senhora entre elas estas que dizem os historiadores que traduzia o sentimento das pessoas em serem libertadas do domínio dos espanhóis.


Senhora do Almortão
ó minha linda raiana
virai costas a Castela
não queirais ser castelhana

Senhora do Almortão
a vossa capela cheira
cheira a cravos, cheira a rosas
cheira a flor de laranjeira

senhora do Almortão
eu pró ano não prometo
que me morreu o amor
ando vestida de preto



(imagens google)


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Serra do Moradal


Quem se deslocar á região entre Castelo Branco e Oleiros tem a possibilidade de subir á Serra do Moradal e do seu Miradouro, avistar uma extensa zona de montes e vales com uma paisagem 

florestal espetacular
Miradouro do Moradal


Avistam se muitas localidades pertencentes ao concelho de Oleiros  e de Castelo Branco,
Sarnadas de São Simão é uma dessas localidades  sede de freguesia do concelho de Oleiros
O padroeiro desta freguesia é S. Simão.
O aglomerado é constituído por um núcleo antigo bem consolidado, destacando-se a Igreja Matriz e a capela de S. Sebastião. Verifica-se, no entanto, a existência de uma ocupação urbana tradicional que o relevo, de alguma forma, acaba por impor.
Esta freguesia é o limite do concelho, nas faldas da Serra do Moradal
Igreja das Sarnadas de São Simão

A Cardosa é uma das suas anexas bem como a Vinha e  a 
Silvosa, 
Existe na Cardosa um grupo de Bombos que já uma vez vi atuar na festa da aldeia em louvor de Nossa Senhora da Conceição

Normalmente atuam tambem com os bombos ou separadamente, os arcodeonistas da terra  Carlitos e  Miguel Agostinho que podem acompanhar no facebbok(https://www.facebook.com/miguelagostinhooficial)   não só na sua terra natal como em muitas localidades do Distrito


                                 (imagens da Cardosa)

Aqui na pequena aldeia da Vinha, casou, viveu e morreu o meu tio Luis Antunes natural do Ingarnal terra do meu pai



A seguir temos a Silvosa, que embora uma aldeia tambem pequena  já tem mais população que a Vinha
Também na Silvosa de onde partiu gente para a minha terra Bogas de Baixo, onde constituiram familia Conheci o amigo Zé Frade que com o seu acordeão muitos bailes e romarias abrilhantou pelas terras das redondezas

                                  ( imagens da Silvosa )

E agora paramos na Paiágua uma aldeia um pouco mais desenvolvida, pertencente á Freguesia de  Almaceda  Concelho de Castelo Branco
Aqui como nas povoações anteriores vivia se quase exclusivamente da agricultura, cultivando os pequenos espaços de terreno por casusa do acidentado solo, normalmente regados com a agua corrente da ribeira   Tambem ao pastoreio com pequenos rebanhos familiares de onde se alimentavam com o leite e os queijos confecionados em casa

Foi tambem uma zona de grande produtividade de resina, empregando muita gente na colheita e transporte da mesma. Conheci mesmo Uma pessoa na Paiágua que tinha por alcunha o Tó Resineiro
Matavam o seu porquinho no inverno e mantinham a carne  na salgadeira para poderem alimenmtar se durante o ano
                                                ( Paiágua )
Muitas aldeias desta região viviam muito isoladas do exterior, rodeadas de pinhais e longe das vilas e cidades.muito por causa das acessibilidades que não eram nada como hoje. que em pequeno espaço de tempo percorrem a distancia que os separa da capital de Distrito em pouco mais de uma hora de carro ou Auto Bus

(fotos Google)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Santa Eulália (Elvas)


Santa Eulália, que é uma Freguesia situada no extremo norte do Concelho de Elvas  , delimitado a Sul pelas Freguesias de Barbacena, São Vicente e Ventosa, a Norte Monforte e Arronches e Oeste Campo Maior. Santa Eulália dista 18 quilómetros da Cidade de Elvas e 17 da Vila de Campo Maior.
Povoação labiríntica bem alentejana, Santa Eulália apresenta algumas casas de porte senhorial, com dois pisos e janelas de sacada com trabalho de ferro forjado, deixando adivinhar a nobreza do seu passado. Santa Eulália tem uma antiga praça de touros e um belo jardim com esplanada.

E tem a seus pés a água da Albufeira da Barragem do Caia, onde se pode pescar ou praticar desportos náuticos. 
Povoação laboriosa, nota se a preocupação com a melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes, que serão talvez  dos mais comunicativos do Alentejo . Tudo aqui é alegre como as ruas e os largos sempre muito limpos, onde as crianças brincam á vontade

                 Nossa Senhora da Graça de Degolados


No lado contrário da Albufeira do Caia e já no concelho de Campo Maior passamos  nesta Linda aldeia, na estrada que liga Arronches a Campo Maior
Esta povoação mantem se assim em fácil contacto com as grandes Vilas vizinhas

Logo ali mais adiante  do lado esqquerdo para quem vai no sentido Portalegre  Campo Maior, podemos reparar nas grandes instalações dos famosos cafés Delta bem como a recente empresa Vinicola Nabeiro
ADEGA MAYOR


Todo o Alentejo tem para nos oferecer paisagens maravilhosa muitas tradições e um vasto património sendo esta região raiana do Distrito de Portalegre uma visita obrigatória


(imagens google)