segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Noticia no DIÁRIO DAS BEIRAS

Associação da Beira Baixa pede reposição de comboios no Intercidades ou redução de preços
----------------------------------(imagem retirada do google)----------------------------------------------------- --------------------------------Diário das Beiras----------------------------------------------------------------------------------- Os Amigos da Linha da Beira Baixa pediram esta quinta-feira (19) à CP a reposição dos comboios que trocou por automotoras no serviço Intercidades, entre a Covilhã e Lisboa, ou que baixe os preços, porque as viagens “têm menos qualidade”. O material circulante foi “despromovido”, a Beira Baixa é a única linha onde o serviço Intercidades é feito por automotoras, mas os preços mantiveram-se, queixa-se a associação, que teme pelo futuro da linha. Em comunicado, os Amigos da Linha da Beira Baixa pedem que a CP reponha a locomotiva e carruagens do serviço Intercidades em pelo menos duas das seis ligações diárias (uma em cada sentido). “O serviço não tem categoria para os preços praticados” – 24 euros em primeira classe e 18,50 em segunda por viagem -, que não foram alterados quando o serviço passou a ser feito por automotoras suburbanas “retocadas”, refere a associação. Apesar de a linha ter sido modernizada em 2011, a CP justificou a mudança com uma poupança de 1,5 milhões de euros por ano, esperando “continuar a oferecer uma viagem agradável” e, por isso, sem esperar “uma perda de passageiros”. No balanço de dois meses de mudança, os Amigos da Linha queixam-se da “má suspensão crónica das automotoras”, com “trepidação e ruído persistente”, que até podem ser toleráveis em breves percursos citadinos, mas são “um incómodo atentatório para 03:45 de percurso”. O bar foi eliminado, as máquinas de comida muitas vezes não funcionam, as bagageiras não tem espaço para viagens de longo curso, faltam cortinas nas janelas e só há duas casas de banho para toda a composição (lotação de 200 lugares), acrescentam. Desapareceram também as portas que travavam o frio do exterior no corredor de cada carruagem. Na primeira classe, a perda de qualidade “é ainda mais notória, com bancos de muito pior qualidade”, referem. As automotoras estão ainda limitadas a uma velocidade máxima de 120 quilómetros por hora.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

É tão bom ser pequenino

Hoje quis partilhar no meu blogue um texto de Paulo Geraldo inserido em http://familia.aaldeia.net/ que me faz voltar atraz e reviver um pouco da minha meninice até aos dias de hoje
Permito me ilustrar este texto com uma belissima imgem de pesquisa no google ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Recordo o cheiro dos lençóis lavados, a guerra para lavar os dentes, histórias contadas antes de adormecer. O desejo de chegar a casa, o aconchego e, depois, outra vez a vontade de sair. Corria para a minha mãe quando caía e me magoava. Não para o meu pai, porque seria preciso dar muitas explicações e ouvir de novo o racional “Eu já te tinha avisado…”. Um prato especial nos dias de festa. Birras. É preciso vestir aquela roupa nova. É a tua vez de lavar a louça. Não sei muito bem a partir de que idade é que os irmãos deixam de ser irritantes… Depois do jantar fazíamos jogos e entretínhamo-nos uns com os outros. Por vezes, quando era Verão, saíamos a passear e apanhávamos pirilampos. A chuva lá fora, o calor dentro de casa. Um livro. Um amigo que vem lanchar. Um ralhete porque desta vez passámos dos limites e as calças vêm cheias de lama. Já te disse tantas vezes que não se deve deixar aí a roupa suja… Acordar com um beijo. Adormecer com uma oração. Natal. Os primos. Visitas a casa dos avós. Brincadeiras. Às vezes notar, sem notar, uma expressão semelhante a tristeza ou cansaço no rosto do pai ou no rosto da mãe. Depois, brincadeira de novo. Música, flores, sorrisos. É tão bom ser pequenino… Coisas pequenas. Diárias. Vulgares. Mas enormes, únicas, cheias de magia. Durante muito tempo estive convencido de que era a infância que acendia nas pequenas coisas de todos os dias essa música e esse encanto que agora recordo. Que era por ser pequeno na altura que todas essas coisas são agora especiais. Mas há tantas pessoas que foram também pequenas e nunca poderão ter recordações destas… E não porque não tivessem tido pais, ou porque estes os tivessem maltratado ou porque tivessem sido demasiado pobres. Geralmente não é muito difícil casar, ter filhos, uma casa para viver. Mas depois de se conseguir isso podemos chegar à conclusão de que é muitíssimo difícil construir uma família. É talvez como ter já os tijolos e, no entanto, sentirmo-nos incapazes de encontrar o cimento que os una, lhes dê forma, consistência e identidade. É fundamental ter uma infância feliz… E começámos então a dar aos filhos coisas excelentes e actividades fantásticas e experiências divertidas. E enchemos de trabalho os dias, para lhes podermos dar tudo isso. Saímos, portanto, de casa. E a casa esvaziou-se. E deixámos de viver com os filhos. As coisas fantásticas que lhes demos acabaram por ocupar quase todo o tempo em que deveríamos ter estado com eles. É muito fácil errar o caminho. Ao crescer, descobri que para se ter os lençóis lavados e passados a ferro é preciso frequentemente deitar-se mais tarde e dormir menos. Aprendi que é preciso ter paciência para fazer uma criança ganhar o hábito de lavar os dentes ou deixar a roupa suja no local correcto. E que a paciência dói. Reparei em que as pessoas mais velhas gostam de sossego depois do jantar, porque se cansam facilmente. E que, por isso, tem um alto preço fazer nessa altura jogos com crianças ou correr atrás de pirilampos. Vim assim a saber que o cimento da família é aquilo que se faz pelos outros, deixando de fazer aquilo de que se gosta, para os ver felizes, para os construir, para os ajudar a chegar a onde devem chegar. Aquelas pequenas coisas da minha infância foram grandes, afinal, porque eram feitas de um amor sacrificado e escondido. Esse amor toca naquilo que é pequeno e engrandece-o. Desenha flores no pó do quotidiano. Só ele permanece. (Paulo Geraldo) Quem é Paulo Geraldo ? Veja aqui

sábado, 21 de janeiro de 2012

Os Velhos

Quando a idade já se torna um peso em nós eis nos a lembrar nos que tambem estamos a caminhar apressadamente para a velhice Por isso me lembre de ir rebuscar á parte lateral do meu blogue esta bela História que vou partilhar
“Quando te tornares senil, não o saberás” (Bill Cosby) Há já algum tempo que visito Lares de idosos, para acompanhar a realidade dos nossos idosos. É com amargura que sou defrontado, regularmente, com muitos casos em que o idoso é abandonado na sua casa pela família, largado à sua própria sorte ou, então, num lar onde espera uma morte vigiada. Foi numa dessas visitas que conheci o Sr. Joaquim. Olhar cansado, sempre rente ao chão, sentado numa poltrona. Sem qualquer aspiração esperava, sentado, pelo melhor remédio contra a velhice abandonada. Conversávamos longas horas acerca dos mais variados assuntos, transmitia-me a sua experiência de vida. Para mim, velhice significa conhecimento; por isso, considerava o Sr. Joaquim uma “ biblioteca ambulante.” Pesavam-lhes os anos e a ingratidão. Acabou sozinho, esquecido pela família. Vivia na expectativa do dia em que o telefone tocasse e fosse uma voz amiga do outro lado da linha ou, quando se atrevia a sonhar mais alto, que a porta se abrisse e recebesse um sorriso conhecido. Sinto-me feliz e orgulhoso por ter feito parte da sua vida, por lhe ter dado o abraço merecido e arrependo-me dos dias que não desfrutei da sua companhia. Miguel Torga um dia disse: “ A velhice é isto: ou se chora sem motivo, ou os olhos ficam secos de lucidez”. O Sr. Joaquim lamentava-se, mas já não chorava. Sentado no sofá esperava ,um dia atrás do outro, que já não tivesse que abrir os olhos para vislumbrar a sua solidão. E assim foi. Recentemente, ao dirigir-me à instituição onde permanecia, para apreciar mais uma vez um pouco da sua companhia, disseram-me que tinha falecido. Quando perguntei se tinha conseguido contactar os seus familiares, a resposta veio baixinho, em tom envergonhado: “quando dei a noticia responderam-me : mas ele ainda estava vivo?!! ”. Senti-me revoltado. O que levará um filho, um irmão, um neto, a esquecer quem um dia já lhe deu pão? Tratar um ser humano como um objecto inútil, sem serventia, porque está desgastado pelo tempo é, para mim, crime perverso. Ou então, quem faz isto, talvez queira fugir do seu próprio destino, a velhice, como diz uma canção de Mafalda Veiga . Defendo que as famílias, as instituições vocacionadas para a problemática da terceira idade e, sobretudo, cada cidadão, deverá dar o seu contributo para evitar a exclusão do idoso. Pois, na verdade, o envelhecimento é inevitável, chegando um dia destes a todos nós . (Claúdio Anaia) http://familia.aaldeia.net/category/os-avos/

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aldeias votadas ao abandono

Bogas de Baixo não poderá ser conotada com o abandono das nossas aldeias Em Bogas de Baixo há realmente algumas épocas em que a aldeia está um pouco mais deserta, mas isso deve se ao facto de as nossas gentes se deslo carem para outros locais no país e no estrangeiro á procura de trabalho melhor remunerado A confirmar o que estou a escrever está a em que a maioria dos boguenses teem a sua casa
em Bogas e mesmo que não vivam lá o tempo inteiro, destinam sempre alguns dias ao logo do ano para matar saudades A Juventude não está disposta a abandonar a terra dos seus avós dos seus pais e tambem a deles. pelas fotos que partilho convosco, graças á Diolinda Silvestre ao Emanuel á Elsa e outos mais, que me ajudam na divulgação da nossa terra podemos verificar que Bogas é uma aldeia viva
Fazem se grandes confraternizações entre as gentes de Bogas
Nas alturas do chamamento as pessoas comparecem em jantares para angariar fundos para o Lar ou outras coisas nescessarias na terra
Quando um amigo faz anos faz se uma bonita festa de confraternização como aliás aconteceu aqui pela altura dos 60 anos do Ventura
Ele bem tenta agarrar me mas não consegue Fazem se magustos para o povo. a malta faz caminhadas até ao Penedo Mosqueiro sempre em alegre convivio graudos ou miudos juntam se sempre nestes eventos
a subida é ingreme mas de grande capacidade de se poder observar toda aquela radiante paisagem lá ao fundo nas margens do Zezere. um precurso que outrora eu já fiz a partir da quinta do Fojo descer até á Foz de Bogas e daí até ao Mosqueiro foi sempre a subir
mas chegados cá acima podem restabelecer se do cansaço do precurso percorrido podendo apreciar grandes paisagens tanto para sul seguindo o precurso do rio como para norte avistando uma grande quantidade de aldeias espalhadas pela Gardunha até ao sopé da Serra de Estrela, e depois deliciarem se com umsuculento piquenique neste lindissimo parque de merendas Por isto e por muito mais Bogas de Baixo nunca poderá ser considerada uma aldeia desertificada Evoluiu muito nos ultimos anos e continua e continua a pautar se esta junta de Freguesia na procura das formas eficazes e possiveis para o bem estar da população Bogas é mesmo assim

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Hoje vou até Castelo Branco

Para quem como eu entrar em terras da Beira nada melhor que começar pelas Portas de Ródão. Vila Velha de Ródão uma Vila muito antiga riquissima em achados arqueológicos ainda da pré historia Para melhor pesquisa de todos os documentos relativos ao historial desta Vila o melhor é visitarem esta pagina E para vos dar uma pequena amostra do que poderão encontrar aqui vos deixo duas imagens bem elucidativas da linda paisagem que irão encontrar á beira Tejo
Saímos de Vila Velha e 28 Kms percorridos estavamos em Castelo Branco, cidade que muito me toca por ter passado aqui grande parte da minha mocidade.
fachada principal da Camara Municipal A região de Castelo Branco foi conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, que em 1165 a doou à Ordem do Templo, para que os cavaleiros cristãos a defendessem dos infiéis. Em 1198, D. Sancho I confirmou a doacção. Em 1214, a 1 de Novembro, D. Afonso II, Rei de Portugal, faz doação à Ordem do Templo da parte das terras que tinha na herdade designada por Vila Franca da Cardosa. Numa pequena elevação próxima encontrava-se outra povoação, Moncarche ou Castelo Branco de Moncarche, cujos habitantes a foram abandonando, para se refugiarem nas muralhas protectoras do castelo, erguido pelos Templários no alto da colina. Castelo Branco recebeu carta de foral pelo Mestre da Ordem do Templo, D. Pedro Alvito em data desconhecida, mas seguramente no séc. XIII. O original do foral encontra-se perdido e as duas cópias estão datadas de 1213 e 1214.
Esta imagem mostra nos a torre do relógio de Castelo Branco que se ouve quase em toda a cidade Aqui podemos ver uma antiga zona degradada , agora muito bem recuperada com estacionamento subterraneo
Junto ao edificio da Telecom mesmo á entrada da parte antiga da cidade
A majestosa Sé Catedral de Castelo Branco recentemente recuperada O antigo largo da Deveza agora completamente recuperado através do programa Pólis Um local mesmo no centro de Castelo Branco com grandes espaços de Lazer esplanadas e jardins. Um local de passagem obrigatória

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Hoje digo OBRIGADO

Embora muitos não saibam, hoje dia 11 de janeiro comemora se o dia Internacional deste belo e oportuno adjectivo "OBRIGADO" Acho excente que a palavra OBRIGADO faça parte das datas assinaladas internacionalmente e hoje, dia 11 de Janeiro, é o Dia Mundial do Obrigado/Obrigada. E por isso hoje senti uma enorme vontade de dizer a todos principalmente meus pais familiares e amigos o meu muito obrigado por tudo o que me deram e me ensinaram para que tenha podido caminhar pela vida fora, sentindo me bem comigo e com todos Ensinaram me ainda a agradecer sem pedir nada em troca. Gestos simples de OBRIGADO podem transformar o mundo, saltando por cima de blocos de gelo, barreiras ou muros, com muita emoção com o sorriso que só o ser humano tem Quando esta manhã acordou e não disse obrigado ao seu companheiro/a, está ainda a tempo de o fazer dizendo obrigado por mais um dia de felicidade. Use e abuse deste adectivo cheio de magia, sorriam e façam deste 11 de Janeiro um símbolo do reconhecimento pelas óptimas pessoas que são o meu OBRIGADO é hoje dirigido muito especialmente aos meus amigos por poder contar sempre com a vossa amizade e tambem aos que me fazem regularmente visitas ao meu blogue ECOS DA ALDEIA e me incentivam e transmitem força e vontade de continuar OBRIGADO

sábado, 7 de janeiro de 2012

Filarmonica Boguense

É sempre bom recordar E esta recordação traz me sempre muitas saudades A Banda Filarmónica de Bogas de Baixo teve os seus tempos de ouro quando as pessoas se fixavam na aldeia Perdeu muito com a debandada das gentes para terras estrangeiras procurando novas oportunidades e a partir da da década de 60 ficaram apenas as recordações Esta uma homenagem ao Padre José Maria Lopes Nogueira englobando nela tambem os maestros que se seguiram Como O Sr Anibal Martins Gama, e o Sr João Dias das Neves (que á muito pouco tempo faleceu) não esquecendo a colaboração esporádica na regencia da nossa Banda, os Srs Alfredo Gama e Carlos Gama Deixo aqui alguns breves apontamentos sobre a nossa extinta Banda de Bogas de Baixo
Lá atrás e da esquerda para a direita: Ti zé maria, julio Fernandes,,joaquim d. gama, aníbal gama, joaquim gomes, manuel belchior,manuel fernandes, manuel francisco, júlio d gama, abel roque, antónio marques(sapateiro), joão d'ascensão, josé martins, ( ? ) na fila do meio da direita para a esq.: artur simão, manuel alves, luís simão, júlio fernandes, joaquim francisco, manuel simão, sebastião marques, manuel antónio, manuel gomes. À frente: sebastião simão. Ps: penso serem estes os nomes d0os elementos que figuram na foto
Nesta outra foto bem mais nova que a primeira e já próximo da sua extinção muitos elementos alguns ainda entre nós e com quem eu ainda fiz parte da banda à esquerda o maestro João Dias das Neves á frente Joaquim Tomás. António Santos Sebastião Tomás a seguir António Alves, Américo Santos e ti Zé Maria da caixa depois Joaquim Pantaleão, Manuel Silvestre, António Tomás e Luis Santos (os outros não me lembro do nome) mas fizeram ainda parte dela daqueles que em lembro O Daniel, o Aurélio Simão, o Ti Sebastião Marques, o ti Manuel Tomás, O joão Abilio etc etc Filarmónica Boguense começou a ser fundada por volta de 1915,tendo como seu fundador o Padre José Maria Lopes Nogueira que então paroquiava as Freguesias de Bogas de Baixo e Janeiro de Cima. Muito conhecedor e entusiasta da arte musical, o Padre Zé Maria, a partir de um grupo de bombos, característico da nossa beira e que davam voltas à aldeia (Parece que se juntavam no cabeço do moinho de vento) desafiou-os e com outros homens e rapazes da aldeia começou a incutir-lhes os conhecimentos básicos para a formação da Filarmónica. Os ensaios eram no sótão da casa do Sr. João Martins. Foram adquiridos com muitas dificuldades económicas, os instrumentos necessários para que esta pudesse vir a actuar, o que, passados cerca de dois anos, aconteceu, começando, com bastante brilho, a actuar em festas e romarias levando o nome da nossa terra, bem longe. Para os ensinar a marchar convenientemente, levava-os até ao local conhecido por “relveiro” e era aí que os ensinava, comentando ao mesmo tempo: “isto é que é uma música, isto é que é uma música!!!) A dedicação do Padre Zé Maria à Filarmónica, era de tal modo fervorosa, que ele, para além de a reger, fazia questão que esta actuasse nos mais variados actos Litúrgicos na nossa aldeia, independentemente de haver Festa ou não. Assim, no mês de Maio, celebrava o chamado Mês de Maria, com a participação da Filarmónica que se encontrava no coro da Igreja. O seu entusiasmo era tão grande que, nos intervalos da reza, se deslocava do altar ao coro da Igreja, onde em conjunto, tocava brilhantemente, violino. Naquele tempo todo o povo vibrava e enchia a Igreja de rosas, o que dava a esta, um perfume e uma beleza inesquecíveis. O Padre Zé Maria, acompanhou a Filarmónica até cerca de 1924,data em que deixou de paroquiar a Freguesia, passando esta a ser regida por um filho da terra, Aníbal Gama, até ao ano de 1956, data em que outro filho da terra, João Dias das Neves, passou a ocupar a sua regência. Por volta do ano de 1962, devido à emigração de quase todos os componentes da Filarmónica, esta começou a declinar, até à sua completa extinção para grande desgosto, não só da população de Bogas de Baixo, como de todos os povos por onde ela actuou e deixou muitas e boas recordações.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Natal em Bogas de Baixo

O Natal representa mais do que nunca o melhor de cada um, simboliza o amor e a amizade. Nas coisas mais simples reside a beleza e uma mera frase ou poema pode significar muito
Já nos habituamos a que, no mês de Novembro de cada ano surjam por toda a parte as decorações de Natal.~ É concerteza por isso que nos lembramos que temos que procurar a arvore, ou ir buscar aquela que já está a ganhar pó dentro da arrecadação guardada do ano anterior para decorar a nossa Árvore de Natal E é assim que no mês de Dezembro quase todos os portugueses colocam na sua sala um pinheiro ou abeto, - artificial claro, porque os verdadeiros são proibidos - decorado com bolas coloridas e luzes «psicadélicas», com um anjo ou uma estrela bem no alto. Não passo o Natal na minha aldeia como seria meu desejo, por me encontrar há vários anos muitos mesmo, deslocado e bastante longe dela. Mas nesta data recordamos com muita emoção tempos vividos e lembramo nos dos nossos familiares e amigos.
O Jantar tradicional da Consoada
O madeiro no adro da Igreja de Bogas de Baixo
As gentes de Bogas em confraternização perto do madeiro - - - Em Bogas de Baixo o Natal é para além da tradição. a oportunidade de se juntar a familia e amigos á volta de uma mesa bem composta onde não pode faltar o bacalhau com couves que quase todos podem colher nas suas hortas Este ano mais uma vez se cumpriu a tradição do madeiro a arder no adro da Igreja. Depois do jantar de consoada muita gente se deslocou para se aquecer ao calor dos grandes madeiros a arder em frente á Igreja de Bogas de Baixo.
O Zé está em todas
O Ventura está todo interessado em mais uma anedota recente do Zé
Gentes que que veem de vários locais da Europa para passar o Natal em família Então para todos os votos para que continuem a viver o Natal todos os dias do ano de 2012 Não estive presente mas com objectiva da Diolinda Silvestre, pude mostrar a todos vós, alguns aspectos deste Natal na nossa Aldeia-- Bogas de Baixo