terça-feira, 31 de março de 2009

Aproxima se a Páscoa

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Este domingo conhecido por domingo de Lazaro, foi o 5º Domingo da Quaresma, as imagens dos santos presentes nas nossa igreja de Bogas de Baixo e em todas as igrejas, serão cobertascom mantos roxos, para nos advertir de que toda a nossa atenção deverá estar centrada no altar principal. É nele que vivenciaremos todas as Cerimônias do início da Semana Santa e da Celebração da Paixão e Morte de Jesus Cristo. O Domingo de Ramos que será o domingo segunte, marcará o início da Semana Santa, culminando com as Celebrações do Tríduo (= três) Pascal, que corresponde à Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa e Sábado Santo.
Uma das manifestações mais tradicionais da Quaresma é a procissão do Senhor dos Passos, que na nossa sede de concelho o Fundão, é tradição secular com a presença de milhares de crentes. No próximo domingo será Domingo de Ramos, que abre a Semana Santa, Jesus traça-nos o seu itinerário pascal: frente ao homem que tem pretensão de ser como Deus, Cristo decide ser como homem, fazendo-se obediente até ao extremo da morte na cruz, que se torna o seu “Sim” definitivo ao Pai e à humanidade
Na nossa aldeia é costume ir á missa levando um pequeno ramo de loureiro, alecrim ou mesmo oliveira que serão benzidos e far se á uma procissão ao redor da igreja


Não os jogue fora, quando eles secarem, pois como disse eles foram benzidos. Recolha-os e entregue-os na igreja, para que possam ser queimados e utilizados como cinzas na Quarta-Feira de Cinzas do ano seguinte. Tambem havia quem os guardasse para fazer defumadouros em casa nos dias de fortes trovoadas.
Neste Domingo de Ramos espero poder assistir á missa e á procissão em Bogas, e prometo mostrar vos como foi

domingo, 29 de março de 2009

Só para relembrar

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Há bastantes anos atraz estes jovens de Bogas aproveitaram um lugar estratégico para olhar as labaredas que consumiam os pinheiros á nossa volta
Como já atraz numa outra postagem eu referi os incendios na nossa terra, tendo até em alguns casos havido casas em risco
Este ano parece que os incendios chegaram mais cedo, por isso vamos estar atentos e reparar nas possibilidades de incendios e ao mesmo tempo preveni los
Esta rapaziada da foto devem agora estar a relembrar o receio que sentiram nessa altura
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sábado, 28 de março de 2009

Planeta Terra

Hoje, dia 28 de, Março, podes votar a favor do Planeta, basta desligares as luzes por uma hora, a partir das 20.30
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Para quê a hora do Planeta?
• Diante do agravamento do aquecimento global, a Rede WWF decidiu lançar uma campanha planetária que agregasse populações de todos os países para chamar a atenção das autoridades mundiais para a gravidade da situação. Assim, daremos uma hora do nosso tempo ao planeta, apagando as luzes neste intervalo.

• O aquecimento global – com as consequentes mudanças climáticas – é, sem dúvida, um dos principais problemas globais a serem enfrentados pela humanidade neste século.

O aumento da temperatura média do planeta é causado pelo acúmulo excessivo de gases oriundos da queima de combustíveis fósseis e da remoção das florestas que formam um ‘cobertor’ cada vez mais espesso ao redor da Terra.

A luz do sol entra na atmosfera, mas este ‘cobertor’ não permite que ela se dissipe no universo, retendo a energia em forma de calor, mecanismo semelhante a uma estufa para plantas, daí o nome “gases de efeito estufa”.



A Hora do Planeta é o primeiro passo desta demonstração globalizada rumo ao que chamamos “Hora da Verdade”, que será uam realidade em Dezembro na Dinamarca. O mundo espera de nossos líderes a coragem para enfrentar e reverter este problema.

Porquê tambem em Portugal?
Somos um país já bastante industrializado a enviar para a atmosfera imensos residuos
isto a par dos grandes incendios e falta de floresta faz nos tambem contribuir em grande escala para o aquecimento global do universo

Devemos ser exemplo para um desenvolvimento justo e sustentável.


Além disso, com a transformação do clima, as florestas são um importante regulador. Estabilizam os ciclos de água (hídricos) através da sua transpiração, resfriando e mantendo a circulação de água e nutrientes pelo planeta. São esses ciclos que garantem a água e os alimentos que nescessiamos beber e comer diariamente . Outro aspecto importante é a influência na alteração da pressão atmosférica e padrões de chuva (precipitação).

Porque é que a nossa participação é importante?
• Porque Portugal precisa demonstrar que a sua população está atenta ao problema do aquecimento global e disposta a tomar as atitudes necessárias para reduzir estas ameaças.
Afinal nem deve ser assim tão dificil
nos meus tempos de juventude e ainda alguns anos depois em Bogas de Baixo a unica luz que havia de noite além do luar, eram os candeeiros a petróleo

as lamparinas a azeite

e as velas


que ainda hoje usamos quando nos falta a eletricidade em muitos locais
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quinta-feira, 26 de março de 2009

Conversando com o João (cont..)

Ontem estive aqui a conversar com o meu amigo João Barroca da nossa vizinha aldeia da Malhada Velha, mas algo ficou por publicar
E é por isso que continuamos hoje

João - Pois é, como o prometido é devido, ontem enviei lhe então as fotos das armadilhas para os peixes que quando era pequenito muito usávamos na ribeira para apanhar peixes. Estas que estive a fazer hoje, são pequeninas e servem apenas para decoração e amostra,mas dão para fazer uma ideia de como eram as grandes.
A entrada é em funil que termina em ponta dupla, o que facilita a entrada dos peixes mas que torna quase impossivel os peixes saírem pelo pé deles,só com ajuda,claro. Eram ideais para peixes pequenos com são os bordálos da nossa ribeira.
Pois elas aqui ficam.
Luis - para apanhar peixes na ribeira conheci tambem aquelas redes com chumbo que quando lançadas faziam um grande arco na agua chamam se tarrafas
João - Aqui havia umas outras armadilhas a que chamavamos «COVADOS»,estas aqui chamavamos «GUILRITAS» essas redes que tinham chumbo, eram as «Tarrafas»,o tarrafole chamavamos uma pequena rede com arco semelhante às de apanhar borboletas. No entanto em cada lugar as coisas têm um nome diferente
Luis - ainda me lembro de outras formas de apanhar peixes completamente artesanais
com uma pedra bem grande mandavamos contra outras pedras da ribeira onde nos parecia haver peixes e eles ficavam atordoados
João - ah pois, ou com um martelo (á martelada)
Luis - tambem havia peixe com fartura
qualquer pequeno charco tinha peixes
agora ja nem á martelada
João - agora tambem ainda por cá há muitos ,mas já ninguem os apanha. AS lontras é que agora na primavera lhe dão um desbaste
--
João - E por falar em artesanato, tambem as minhas andorinhas (aquelas que vêm todos os anos)começaram a construir a sua casa na minha varanda.
Chegaram vieram ver o local e deitaram mãos à obra. Como já somos velhos conhecidos e até nos tratamos por tu deixaram-me fotografar e
filmar o início das obras,envio tambem uma fotas delas em pleno trabalho.

Depois de ter apreciado os artigos de pesca feitos pelo João, fiquei a pensar como aqueles artefactos ficariam se fossem utilizados como candeeiros numa casa tipica
Acho que ficariam lindos pendurados no tecto ou até mesmo nas paredes

quarta-feira, 25 de março de 2009

Conversando com o João

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Transcrevo hoje a conversa que tive com o meu amigo João Gomes da Malhada Velha

João-Hoje como não havia muito trabalho na horta dediquei-me ao artesanato. Vou mandar-lhe umas fotos do meu trabalho (bricadeirinha) de hoje.Não sei se em Bogas se usavam aquelas armadilhas para apanhar peixes, feitas de verga de salgueiro
quando eu era pequeno usavam-se muito para apanhar peixe aqui na ribeira da Malhada


Luis-Para apanhar peixes eu só me lembro da vara e da linha com o anzol
João-No verão andavamos sempre na ribeira aos peixes, e tambem a fugir do guarda-rios

Luis-Agora para apanhar os melros e as perdizes usavam se aquelas varas dobradas a fazer de avoizes
João-Então vou mandar a foto daquelas armadilhas dos peixes para ficar a conhecer
Luis-Falando na ribeira, essa ribeira da Malhada é a mesma que passa em Bogas?
João-É. Por isso é que se chama a ribeira de Bogas
embora eu agora lhe tivesse chamado a ribeira da malhada

Luis-Então tambem é por isso que continuam a dizer... chove no descoberto, cresce a ribeira de bogas
:
João-e é uma grande verdade
isso é
Luis-E olhe que a ribeira a partir do covão do açor até á foz no Zezere é linda
com todos aqueles açudes e as margens quando bem tratadas torna se muito giro
e como corre por terrenos mais planos ja faz alguns lagos
quando não falta agua
João-Noutros tempos a nossa ribeira era de facto bonita,mas agora com os terrenos por cultivar,e a própria ribeira cheia de silvas
Luis-Como podemos ver na postagem que fiz sabado, a ribeira ao passar ao lado de Bogas com aqueles terrenos cultivados e rodeada de salgueiros nas suas margens, é uma beleza
João-Ainda é bonita ,mas como eu me lembro de a ver quando eu era pequenito ,há uma grande diferença
Luis-Ah sim tambem eu me lembro bem quando faziamos do poço caldeireiro a nossa piscina,saltando de alturas de mais de 10 metros, até de cabeça era uma festa
Joãoisso não existe mais
Luis-Quando viamos correr aquelas levadas a fazer rodar os moinhos e até os lagares como acontecia em bogas em dois sitios diferentes
João-coisas que ficaram em lembrança...hoje existe apenas a recordação. Essas levadas de água limpida ja não se vêm correr
Não existem moinhos nem lagares a funcionar a água
Luis-É, porque além de faltar agua tambem a tecnica moderna revolucionou estas fabricas
João-mais limpeza menos mão de obra e poupança nos custos
é o progresso... é bom por um lado mas tambem tem os seus contras
pelo menos quando o trabalho era feito com aqueles engenhos (lagares e moinhos) e todos os trabalhos da agricultura, não havia desemprego. O trabalho chegava para todos...até para as crianças
isso é verdade
as pessoas só se reformavam quando morriam
Luis-mas tambem não se vivia melhor que hoje
hoje reclamamos e nessa altura nem isso podiamos fazer
João-Eram tempos duros,lá isso eram, nem eu falo deles com saudade

terça-feira, 24 de março de 2009

FLAGRANTE


O mercado semanal do Fundão regressou ao centro da cidade ontem e a azáfama foi tal que a GNR teve de intervir no controlo do trânsito, em redor da Praça Amália Rodrigues. Os militares controlaram ainda os maus vícios dos transeuntes, obrigando-os a voltar ao passeio, quando tentavam atravessar a rua sem ser nas passadeiras.




'AGORA JÁ VENHO AO MERCADO '
O regresso do mercado ao centro marca também o regresso de muitos clientes, entre eles os mais idosos, segundo relataram os feirantes ao Diário XXI. Ana Carrola e o marido João Fatela são dois desses exemplos. Viajam de autocarro todas as semanas dos Três Povos para o Fundão, mas esta foi a primeira vez desde 'alguns anos', que voltaram à feira semanal. Com 69 e 70 anos, respectivamente, 'só fomos uma vez ao mercado lá em baixo (Sítio do Vale) e até me roubaram a carteira', conta Ana Carrola. 'Fica muito longe para fazermos essa caminhada', lamenta, ressalvando que 'agora viremos todas as semanas, porque está ao lado dos autocarros', 'Deus queira que fique sempre aqui', acrescentou ao Diário XXI.
Já Manuela Ferreira vem todos os dias do Souto da Casa para trabalhar no Fundão e 'não fui mais de três vezes lá a baixo ao mercado, porque fica fora de mão e não vou lá de propósito. Aqui é central, as pessoas passam, vêem e compram. Nunca devia ter saído daqui', atesta.

MAIS PESSOAS NO COMÉRCIO TRADICIONAL
Do comércio tradicional em redor à Praça Amália Rodrigues o agrado sobre ter novamente o mercado como vizinho e a esperança em aumentar as vendas são os principais sentimentos salientados. Questionada sobre uma possível concorrência, Patrocínia Costa, da loja Marco Prini, responde que 'não existe, mesmo antes de sair daqui não existia', Para além disso, 'traz mais movimento à rua e, por isso, mais possíveis clientes. Hoje entraram na loja mais pessoas', justificam as irmãs Helena e Sílvia Bento, da sapataria Skarpa, aberta em Agosto último.
Para Natália Soares, do Celeiro da Gardunha, o mercado no centro da cidade já começou a render, pois 'houve mais vendas do que o habitual', O mesmo se passou no quiosque Gardunha, que, segundo Teresa Sampaio, 'muitas pessoas que não via há anos regressaram à casa',

Noticias do Jornal DiarioXXI(fotos da net)
Diário XXI

domingo, 22 de março de 2009

Quem se Lembra?




No Inverno passado ainda chegámos a ver neve em Bogas de Baixo
pelo menos nos montes mais altos á sua volta a neve foi bem visivel
Mas como na altura em que foi captada esta foto isso é que não
Esta fotografia foi captada em 1983 por uma amiga e conterranea nossa
Alguem se lembra deste ano? e deste nevão?<>

sábado, 21 de março de 2009

Mudam se os tempos

regadia

Mudam se os tempos, mudam se as vontades e é bem verdade
Reparemos nesta foto ja com alguns anos, da nossa regadia toda ela preparada para produzir bom milho para confeccionar aquelas tais saborosas broas


Nesta outra foto do mesmo local podemos ainda ver como o milho crescia naqueles terrenos
hoje infelizmente porque a nossa terra começa a estar muito envelhecida a juventude que ainda por cá mora não estão virados para estes trabalhos.
E os terrenos vão ficando ano após ano sem cultivo

sexta-feira, 20 de março de 2009

juventude dos anos 80



Hoje são homens e mulheres de trabalho estes miudos que vemos nesta foto
Estarão talvez um ou dois em Bogas, todos os restantes emigraram para o Estrangeiro ou mesmo até para outras regiões do nosso país
Mas eles sabem quem são
o Lionel,o Luis Belchior,o Luis Simao(naquela altura Luisito),o Alexandre,o Gilberto da ladeira e o Orlando,em baixo é a Raquel,a Cristina,o Tonito,a Isabel(do vale)e a Isabel irma do Orlando.
Obrigado Cristina por esta informação




Nesta outra foto da mesma altura e com a mesma rapaziada divertindo se com a professora dessa data a Helena dias Barata, a fazer um magusto da escola
Hoje seria muito perigoso acendere lume perto da floresta

quinta-feira, 19 de março de 2009

Festa de Bogas em 1965

Poucas pessoas se lembrarão desta data
mas neste dia de festa eu devia estar naquele coreto com uns 8 anitos a tocar na banda de Bogas sob a direcção do Senhor Anibal Gama
Recordo me vagamente desse dia
mas recordo me de varias festas anuais dessa época que nos davam, muita alegria
divertiamo nos á nossa maneira e á maneira daquele tempo
Bogas recebia muita rapaziada jovem vindos de todas a s aldeias da zona

Reparem na beleza dos arcos ornamentados com ervas e mato de aromas inesqueciveis tais como rosmaninho marcela estevas etc etc
è pena que nesta época não houvesse ainda a fotografia a cores, teria ficado com uma imagem maravilhosa
Aproveitava esta ocasião para pedir a quem tenha fotos de eventos antigos passados na nossa terra , me enviasse
obrigado

quarta-feira, 18 de março de 2009

A Primavera está á porta




Sobre esta estação do ano, muito haveria para escrever
È para mim a mais linda, por varias razões


Nasci num dia primaveril, adoro a natureza e as suas paisagens verdes e cheias de flores e o clima é ameno
Na nossa terra Bogas de Baixo sente se nesta altura o aroma do mato, pinheiros e flores o que nos dá uma vontade enorme de respirar fundo e sentir esta mistura de odores da natureza
Entre Bogas e o Orvalho sentimos uma sensação de frescura ao percorrer esses 4 ou 5 kms que nos separam.
toda a estrada está repleta de mimosas com as suas flores amarelas




dum lado e do outro é a visão que se nos oferece
È lindo passar por Bogas na primavera
Os montes ao redor verdejantes e as suas hortas bem tratadas, a par dos aromas que sentimos fazem nos partir com saudades

E depois encontrei uma pagina sobre a Primavera que eu vos a conselho a visitar
é lindo e descreve extraordinariamente tudo o que a primavera nos oferece

terça-feira, 17 de março de 2009

para descontrair



Como todos os meus amigos que assistiram á exibição do rancho do Orvalho nas festas da nossa Senhora das Dores se devem lembrar como este rancho actuou com brilho, aqui fica um pequeno excerto que eu próprio captei na altura

segunda-feira, 16 de março de 2009

Cantares da terra

Expoente maximo da nossa musica aqui estão estes dois beirões que tantas e tão belas recordações nos deixaram



Amália Rodrigues - Hortelã Mourisca
Letra de: José Vicente
Música de: Arlindo de Carvalho


Vem o sol de Agosto, vou dormir no prado,
Tudo lá é de gosto, sem ferro de arado.
A cama está feita de hortelã mourisca
E a macela espreita com graça e belisca!

Hortelã mourisca por entre a macela,
Vem lavar teu rosto no orvalho dela!
Hortelã mourisca pela madrugada,
Beijarei teus olhos, rosa perfumada!

Sob um mar de estrelas de flor de macela,
Não tenho fronteiras, não tenho janelas!
Tenho a minha amada, cotovia arisca,
Toda perfumada de hortelã mourisca!

domingo, 15 de março de 2009

Nunca digas adeus

Meus carissimos amigos
Depois de ter recebido varias sujestões e de pedirem para continuar, acabo por verificar que as visitas ao blog continuam a ter um numero considerável, pelo que voltarei a publicar algo para agrado d e muitos
Evidentemente que Portugal minha terra meu País vai continuar a existir a par do Ecos de Bogas de Baixo
Até breve meus amigos


scraps para orkut

terça-feira, 3 de março de 2009

Retemperar forças


Se quiserem vera foto no seu tamanho real basta clicar nela

O mais triste de uma despedida é a incerteza de uma volta. mas os meus amigos podem ter a certeza que eu volto

Nas coisas pequenas, mais que nas grandes, muitas vezes reconhecemos o valor dos homens. Talvez eu represente apenas mais um que parte, mas na partida levarei saudades, deixando o meu agradecimento a todos pela ajuda e dedicação.
um abraço

O novo sitio ao vosso dispor Minha Terra meu País

domingo, 1 de março de 2009

Já lá vai o tempo

Enquanto não houver mais roscas, recordemos outros agradaveis sabores



Já lá vai o tempo que em Bogas de Baixo se confecionavam broas de milho amarelo


Como eu via preparar as lindas e saborosas broas da Maria das Dores


primeiro ela tratava de acender o forno e deixa lo aquecer até a uma temperatura aproximada de 200 graus calculados


Depois pegava na Maceira artesanal e começava por juntar farinha e agua com o resto dos ingredientes e amassava tudo muito bem, á mão

Depois de tudo bem amassado, deixava a massa dentro da maceira tapada com um pano, para fintar, aumentar de volume
Já no local do forno colocava a massa em bocados numa superfície polvilhada de farinha fazendo as bolas que tapava novamente com um pano durante mais uns 15 minutos para acabar de fermentar

O tempo de cozedura dependia se queriamos mais cozido ou menos cozido mas nunca era inferior a meia hora ou 40 minutos

Depois tínhamos estas lindas broas, qual obra de arte executada por mãos de quem sabe o que esta a fazer na arte da boa confecção

Muitas outras Marias havia em Bogas de Baixo que não sendo das Dores eram também grandes artistas na maneira de lidar com o fabrico da nossa broa de milho


Agora que temos um moinho recuperado na nossa terra, não me admira nada que algumas pessoas residentes não lhes dê a vontade de voltar a fazer coser o forno

Apeteceu me publicar tambem aqui um comentario da Angel que não sendo d e Bogas e vivendo mesmo a muitos milhares de kilómetros, se tem interessado pelas imagens e costumes da nossa terra

Oi Luis .
Vi seu comentário incentivando as pessoas que te visitam a deixarem um recado para saberes quem são elas. Mas, parece que alí é como cá. Poucas pessoas se dispõe a fazê-lo. Já ouviste aquele ditado que diz: "Santo de casa não faz milagre". Pois parece que é verdade. Nunca tive um comentário de alguém de minha cidade. Não faz mal, fiz muitos outros amigos pelo mundo afora.
Sempre que venho ao teu blog me encanto com tuas coisas, sejam elas fotos, recordações e agora me surpreendestes com estas delícias. Aqui também tínhamos o hábito de fazer roscas em casa, e também broas de farinha de milho amarelo. Deliciosas...
Hoje as compramos nas padarias mas não têm o mesmo sabor.
Se quiseres conhecer um pedacinho da cidade onde vivo te convido a visitar meu blog.
Postei lá algumas fotos antigas e fiz uma comparação com o lugar atualmente. Chamei de ontem e hoje. abraço
angel
Angel posso responder o seguinte: diariamente eu passo pelo teu sitio e admiro tudo o que expões na pagina
bjssssssss

Estão todos convidados a passarem pela pagina da Angel. basta copiar o link aqui