quarta-feira, 30 de abril de 2008

Produtores e artesãos na internet

Produtores e artesãos na Internet a partir de amanhã
Quarta-Feira, 30 de Abril de 2008




Portal regional da Cova da Beira


Francisco Cardona

A empresa ConsisPro e a Rude – Associação de Desenvolvimento Rural – criaram, em parceria, o portal regional da Cova da Beira [www.covadabeira.eu] um plataforma de divulgação de artesãos e produtores locais que será apresentada amanhã na I Feira de Actividades Económicas de Belmonte. Na fase inicial, o portal permite a divulgação de informação sobre os agentes económicos, mas poderá evoluir para uma loja on-line criada para cada produtor e artesão. José Carlos Correia, sócio gerente da ConsisPro, disse ao Diário XXI que o objectivo é “incentivar uma dinâmica constante de procura/oferta do que se faz e do que temos, dando a conhecer mais e melhor a Cova da Beira”. O portal, alojado em domínio europeu (.EU) irá conter uma descrição de cada agente económico com contacto pessoal, morada, fotografia, apresentação dos trabalhos ou produtos acompanhado de imagens e fotografias.

DE OLHOS POSTOS NA EUROPA
“Com este projecto estamos a abrir outras portas a quem aqui trabalha”, afirmou José Carlos Correia. A opção pelo domínio europeu .EU em vez do tradicional domínio português .PT para alojar o portal é justificada com o maior potencial do mercado europeu. ”Acreditamos que a procura será maior por parte dos cidadãos europeus do que dos cidadãos nacionais”, acrescentou o sócio gerente da ConsisPro.
O portal vai arrancar com a presença de dois pintores, um marceneiro, um carpinteiro, um artesão de barro e outro de bordados e um produtor de maçãs. As inscrições no portal são gratuitas. As imagens que ilustram o portal resultam de fotografias obtidas pela empresa a partir de trabalhos realizados por crianças que frequentam o ateliê do Centro do Tempo, na Covilhã. A construção da plataforma tecnológica foi financiada por fundos comunitários.



A noticia foi retirada do Diario XXl
as fotos são minhas e dão nos a imagem de um lagar de azeite
Achei a noticia interessante para as gentes das nossas aldeias e resolvi da la a conhecer aos meus conterraneos e leitores

sábado, 26 de abril de 2008

MENSAGEM DE ABRIL



Há os que se dizem donos de um território, fecham-no, chamam-lhe pátria.
Proclamam que estão prontos para expulsar todos os que a não amam.
Mas o que é gostar da pátria?
E neste 25 de ABRIL, da comemoração da Revolução dos Cravos feriado nacional em Portugal e no meu coração,que se comemorou ontem com festas e salvas de foguetes por todos os lados,ouvi os discursos na sessão solene e não gostei nada do discurso do Sr Presidente da Republica.
Pergunto-me o que será isso de "amar a pátria?"
Será que é amá-la a qualquer preço...
Lembrei-me das primeiras frases do livro de Albert Camus "Lettres à un ami allemand" escritas durante a 2º guerra mundial:

..."je voudrais pouvoir aimer mon pays tout en aimant la justice. Je ne veux pas pour lui de n'importe quelle grandeur...
...Vous m'avez dit: Allons, vous n'aimez pas votre pays...
..Non, je ne l'aimais pas, si c'est ne pas aimer que de dénoncer ce qui n'est pas juste dans ce que nous aimons, si c'est ne pas aimer que d'exiger que l'être aimé s'égale à la plus belle image que nous avons de lui... on n'est pas justifié par n'importe quel amour.

de qualquer maneira amo muito a minha terra gosto de viver no meu país apesar de todas as controvérsias, apesar de a lguma politica desastrosa, vive se bem em Portugal
VIVA O 25 DE ABRIL SEMPRE

quarta-feira, 23 de abril de 2008

FILHOS DA TERRA


Meus caros conterraneos e leitores do blogue.
Sei que muitos boguenses ja vieram espreitar este blogue, e sempre pensei receber sujestões e criticas ao que nele escrevo, ainda assim parece me que não consegui dar lhe o impacto que pretendia no sentido de o tornar mais participativo~.
Quero no entanto deixar o meu agradecimento aqueles que teem deixado alguns comentarios e imagens Continuem a fazer os possiveis para não pararmos.

Bogas de Baixó merece isto e tudo o mais que pudermos fazer para que a possamos ver no mapa de Portugal todos os dias.
Aqui e além fronteiras
Se quiserem contribuir para o engrandecimento desta pagina no sentido de promover mos a nossa terra, enviem me o que souberem de interessante sobre ela, pois verão de certeza publicados os vossos relatos.
Podem deixar os vossos comentarios nesta postagem

MENSAGEM DE TERRAS DISTANTES mais uma vez

Ola amigos de Bogas de Baixo e arredores

ja estamos no final mes de abril
as ferias aproximam se a grandes passos e os filhos desta bela regiao vâo entâo voltar a terra para passar umas ferias bem merecidas

Era bom que essas pessoas que irâo as nossas terras por la deixassem uma messagem

dizendo aos familiares que la estao a viver que atraves deste blog nao os esquecemos


E ja agora se forem as nossas Bogas de Baixo nâo se esqueçam de parar no ponto de encontro e dar la um abraço ao alfredo e pais da parte deste filho da terra e digam lhes que o Pedro sempre se lembra deles

Linda terra que é a minha Bogas de Baixo

terça-feira, 22 de abril de 2008

FRASES COM SENTIMENTOS

As frases que vou escrever aqui, não são mais que sentimentos que tenho da aldeia, onde nasci.
Desta aldeia sinto-me filho, e esse sentimento não se deve perceber como inútil; é bom conhecermos onde e quem nos criou, e isto não é mais do que uma tentativa de transcrição do que me parece existir neste meu meio criador.

A aldeia de Bogas de Baixo é a sede da freguesia rural mais a sul do Concelho de Fundão.
Tradicionalmente a principal ocupação das suas gentes ligava-se aos trabalhos no campo; na agricultura.
Nota se a ausência de muitos que aqui nasceram e no estrangeiro procuraram encontrar melhores condições de vida


Seria mesmo impossível ficar por aqui, pela escassa saída profissional.
Nos ultimos vinte anos, tem se notado uma relativa melhoria, nas condições de vida, mas não se conseguiram as pretenções para que seus filhos permanecessem na terra e continuassem a aprender as primeiras letras na escola que em tempos teve um grande numero de alunos dos quais eu fiz parte. De cá, mesmo ultrapassando todos os entraves que o sistema educativo nos oferecia, foram ainda assim ,saindo alguns doutores, engenheiros, vários técnicos também, e demais profissionais que espalhados pelo País e estrangeiro fazem com que Bogas de Baixo não esteja de todo esquecida. .

Desde há muito, que as gentes, ou o povo, de Bogas de Baixo labutam pelo estrangeiro e estão associados à imagem de bons operarios e bons profissionais. Da actividade comercial que em tempos Bogas possuia , lembro me da loja do Sr Jose Martins, a loja do Sr Anibal,a loja do Sr Alberto, as tabernas do ti Zé Antònio o café do Sebastião Tomas e mais 3 ou 4 que não me lembro o nome, restam-nos apenas dois cafés O Ponto de Encontro e o Central que se queixam de estar ás moscas.
Com os melhoramentos que se teem feito tanto em obras de raiz como na preservação das nossas casas antigas, mesmo assim, a autenticidade, tipicidade ou simpatia ainda não conseguem cativar turistas e forasteiros à Aldeia.

Tradições e outros acontecimentos.
Lembro me dos grandes festejos de entrudo com cantadas a partir do cabeço da volta, da festa dos chouriços com um belissimo ramo bem recheado do apetitoso fumeiro e outros artigos de fazer crescer agua na boca que se vendia por leilão no adro da igreja, dos nossos teatrinhos , da banda filarmónica, e de muitas outras tradições da nossa terra. Agora resta nos a festa de verão em honra de Nossa Senhora das Dores se houver carolas que com o seu trabalho a possam realizar.
O POVO
A gente de Bogas de Baixo é simpática, acolhedora e capaz do mais claro sorriso, ou do desejar fácil de "bom dia".
Enquanto virada para a sua vida, vive fechada nas suas mais intimas preocupações, e abstraída do viver alheio.
Claro que, em situação de carência de tema de conversa , a gente de Bogas, também é capaz de dar azo a contos muito imaginativos,e a historias verdadeiras tal como eu estou a fazer, e pelo que sei, esta não é uma face exclusiva das gentes desta terra

A inércia que resulta deste aconchego, esperemos que va desaparecendo aos poucos, como normalmente acontece com tudo o que se descobre que não vai bem, vai dissolver-se com a injecção de novo sangue dos nossos emigrantes e de outras gentes que se adivinha chegarem cá e a quem acho se dever pedir o melhor interesse pelo que de bom há por aqui; o que está à vista e todo o resto que ainda existe para descobrir.

terça-feira, 15 de abril de 2008

MUDAM SE AS VONTADES


Windows Live Spaces

Os tempos mudam-se, todos se esforçam para que essa mudança seja benéfica
Sabemos no entanto que esta é uma meta dificil de alcançar.
Os grandes centros evoluiram.
O litoral está sempre em expansão. Se não vejamos o litoral sul onde o betão não para de crescer
O Algarve faz realmente a diferença. Parece me uma região diferente para onde se canaliza todo o turismo que se faz no nosso país
Será que o algarve é nosso? Embora me lembre daquela velha maxima que aprendemos no ensino basico em que portugal era portugal e depois existia os algarves
Se tivessemos o azar de ter aqui alguns dirigentes politicos que conheço, certamente ja seria uma região independente.
Mas vamos ao que mais interessa na minha opinião, divulgar o meu interior profundo e esquecido.
Muito tenho feito através deste blogue, para dar a conhecer aos cinco cantos do mundo, a minha região e muito especialmente a minha aldeia
.Deixemos um pouco o litoral e os algarves e debrucemo nos um pouco mais sobre estas terras maravilhosas que tambem evoluiram mas ficaram mais sós
As suas gentes a proposito de aspirarem a uma vida melhor, foram desertando uns para fora do país outros para os diversos pontos de Portugal onde tinham hipóteses de trabalhar e ganhar dinheiro.
Muitos conseguiram os seus intentos, e tiveram a oportunidade de construir a sua casa. Contribuiram para a modernização da nossa aldeia, mas só aparentemente, porque as casas estão vazias.
Vamos a Bogas e não vemos actividade. Não temos escola por não ser nescessaria, temos agora jardim de infancia mas não há crianças na terra para desfrutarem desse bem nescessario. Temos um lar da 3ª idade em boa hora pensado porque é na minha opinião o melhor beneficio para a população cada vez mais envelhecida
Temos um optimo parque desportivo, mas quem é que se serve dele?
O comercio desapareceu e agora estas gentes teem que comprar os bens nescessarios para a sua alimentação noutras localidades.
Os cafés e as tabernas estão a dar as ultimas.
É por isso que me lembro da minha juventude em Bogas, Não tinhamos parque desportivo mas divirtiamo nos imenso a jogar o pião o espeto e muitos outros jogos como o berlinde etc etc.
Faziamo nos os nossos proprios espectaculos que todos podiam ver na casa do povo e garanto vos que era lotação esgotada. Assistimos a grandes espectaculos para a época, na rua do quelho com o palco montado na entrada para a rua do comercio. parecia um anfiteatro
Nesse tempo havia duas escolas em bogas infelizmente sem as condições de agora, mas agora reclamamos daquilo que temos.
Realmente esta tudo muito mudado com comodidades impensadas quando nescessitava mos delas
Mas onde está o povo?
Para bem da nossa região não vamos deixar de insistir na divugação das nossas raizes, dizendo sempre ao povo
HÁ SEMPRE UM PORTUGAL DESCONHECIDO QUE ESPERA POR SI

sexta-feira, 11 de abril de 2008

BOGAS DE BAIXO na rota das terras do Xisto

Lembro me de em 2007 no ano passado ter postado este texto
no entanto creio ser pertinente voltar a publica lo agora e relembrar que esta aldeia chamada Bogas de Baixo, freguesia mais a sul do concelho do Fundão, inserida já na zona abrangente do pinhal ,fazendo tambem parte da rota do Xisto, já que as suas casas mais antigas são um espelho desse mesmo Xisto Vista assim do Jesus Adolescente, da nos a sensação que está de braços abertos para receber os seus visitantes




As minhas raízes profundas a esta aldeia fazem me sentir a vontade de ve-la crescer. Acho que em qualidade isso está já bem patente aos olhos de todos, quanto ao seu crescimento populacional é que as coisas serão bem mais difíceis.

Recordo me d os meus tempos de escola em que fomos mais de 10 alunos em cada classe o que prefazia uma média de 40 a 50 alunos divididos pelas nossas professoras D Ilda Natércia e D Suzete das Neves.



O aspecto e a comodidade já existentes serão com certeza atractivo suficiente para que pelo menos os seus filhos já na reforma, possam regressar para passar dias sossegados na velhice.

Entretanto vem aí a época de ferias e tenho a certeza que Bogas vai ficar pelo menos durante 2 meses com um movimento desusual de carros e pessoas


E ainda bem que assim é porque se por um lado se matam saudades da terra também temos a oportunidade de rever mos os nossos amigos de infância.



Creio no entanto que uma coisa falta para que a terra vá ficando na lembrança dos ausentes è apenas nescessario que alguém possa ir dando noticias

Temos na nossa região um dos mais prestigiados semanários do País .O Jornal do Fundão e se esse não bastasse há ainda o Povo da Beira A Reconquista, Gazeta do Interior etc etc


Vamos lá fazer tudo para que a nossa terra se veja mais vezes noticiada nos semanários da Beira Baixa



Esta aldeia é linda tem todas as qualidades para pertencer ás aldeias do xisto e ser mais noticiada nos orgãos noticiosos regionais
Pela minha parte acho que tudo tenho feito para que isso aconteça.
Bogas de Baixo já não é o que era
Tem mais infraestruturas, mais comodidade mas muito menos vivacidade
Porque será???
Alguém que responda se for capaz

domingo, 6 de abril de 2008

SERRA DA GARDUNHA

Exertos tirados da pagina do GRUPO 67 dos escoteiros de Portugal
sediados em Castelo branco com o endereço electrónico
aep67castelobranco@hotmail.com
pagina www.aep67.0rg


A Serra da Gardunha (Beira Baixa - Portugal) localiza-se na zona ocidental do Sistema Central Ibérico, fazendo a divisória entre a campina de Castelo Branco e a Cova da Beira

A grande quantidade de água que brota desta Serra levou à renovação da sua arborização por pinheiro bravo e recentemente por pomares.






Na Primavera as árvores começam a florir e enchem-se de cor. Nesta estação, quando as cerejeiras se enchem de flor, o amarelo das mimosas debrua a serra. Um "manto branco" cobre a serra que se torna mais viva e espectacular, proporcionando belos passeios.

No Verão é a época em que as cerejeiras se enchem de frutos vermelhos e saborosos, as cerejas. É também uma época em que a Gardunha verdejante tem um aspecto fresco e agradável, beneficiado pelos abundantes cursos de água. É uma boa altura para realizar piqueniques e até para acampar

Chega o Outono e as árvores começam a despir-se, mas um colorido variado que vai do verde ao amarelo alaranjado causado pelos castanheiros e pelos pinheiros (ainda existentes), adoçam a paisagem. É a época em que se prova um bom vinho da região e se comem as castanhas, em animados magustos.

Quanto ao espaço de inverno, a serra mesmo com a maioria das árvores despidas de folhas, a serra continua a atrair, na sua beleza agreste. As vistas sobre a Serra da Estrela e sobre a Cova da Beira deslumbram, agora que as "cortinas" de folhas se abriram. Nalguns invernos mais agrestes podemos observar a beleza da neve cobrindo a serra e proporcionando brincadeiras gostosas que fazem a alegria dos que nos visitam nessa época.



Quanto ao artesanato, tem a arte de transformar as varas de castanheiro em cestos robustos de trabalho é típica de vertente norte da Serra tendo maior importância na Aldeia de Alcongosta onde ainda restam alguns artesãos. A arte de trabalhar o esparto ou esparcho (Stipa Gigantea), gramínia que cresce nas partes mais altas da Serra, através de entrançados formavam belas ceiras que se utilizam nos lagares tradicionais. Esta arte tem vindo a desaparecer cada vez mais das Aldeias gardunhenses, somente se encontrando vestígios em Alcongosta e Souto da Casa.
Relativamente à gastronomia, o vinho, a fruta, o queijo, as carnes e os produtos hortícolas são o que de melhor a Serra oferece. Estas serras são comparáveis ao Minho pela frescura e qualidade dos seus produtos, o vinho é sem dúvida de qualidade reconhecida.

Sendo esta o reflexo da riqueza que gera a Gardunha:- Os fritos do Fundão, dando especial importância à Cherovia (Pastinaca Sativa), o Botelho (Curcurbita Pepo) e a Beringela (Solanum Melongena); os espargos negro (Tamus Communis) e o de Botelha (Bryonia dioca) plantas altamente tóxicas, mas que depois de devidamente preparadas são um soberbo manjar; os enchidos das carnes de porco e os belíssimos queijos.